🎓 Resumo para Iniciantes
Se você tem R$ 300.000 no banco e gasta R$ 50.000 por mês para manter a operação, seu burn rate é R$ 50.000 e seu runway é 6 meses. É o relógio financeiro da empresa — quando ele chegar a zero, acabou.
O que é?
Burn rate é a velocidade com que uma empresa consome seu caixa disponível — geralmente medido em reais por mês. É uma das métricas mais monitoradas em startups e operações em crescimento, porque define quanto tempo a empresa tem antes de ficar sem dinheiro.
Existem dois tipos:
Burn rate bruto (gross burn) Total de saídas de caixa no mês — todos os custos e despesas, independente da receita.
Burn rate líquido (net burn) A diferença entre saídas e entradas. É o quanto o caixa efetivamente encolhe por mês.
Net Burn Rate = Total de Saídas - Total de Entradas
Se uma operação gasta R$ 200.000/mês e recebe R$ 150.000, o net burn é R$ 50.000/mês.
Runway
Runway é a consequência direta do burn rate: quantos meses a operação consegue continuar com o caixa atual.
Runway = Caixa disponível / Net Burn Rate mensal
Um runway de 6 meses significa que sem mudanças (corte de custos, aumento de receita ou novo aporte), a operação fica insolvente em 6 meses.
Por que importa no e-commerce
Operações de e-commerce com crescimento acelerado frequentemente têm burn rate alto e runway curto — especialmente quando:
- Investem pesado em mídia paga antes de atingir rentabilidade
- Mantêm estoque elevado para suportar crescimento
- Operam com ciclo financeiro longo (vendem parcelado, compram à vista)
O burn rate não é problema quando há visibilidade clara de quando a operação vai atingir break-even. Vira crise quando o runway acaba antes disso.
Regra prática
Qualquer operação que não gera caixa positivo deveria ter pelo menos 12 meses de runway antes de iniciar um ciclo de crescimento agressivo. Com menos que isso, qualquer imprevisto (atraso de repasse, sazonalidade negativa, problema de fornecedor) pode ser fatal.
Burn rate vs. custos fixos
Burn rate é mais amplo que custos fixos. Inclui:
- Custos fixos (folha, aluguel, licenças)
- Investimentos em estoque
- Capex (equipamentos, tecnologia)
- Marketing e aquisição de clientes
- Qualquer saída de caixa recorrente ou pontual
Para gestão de caixa, o que importa é o fluxo real — não apenas as despesas contábeis.
Biblioteca do Arquiteto
Archie (O Bibliotecário)
CURADOR"Eu li todos eles. A maioria é lixo. Estes aqui são os que sobraram na minha prateleira depois de 30 anos codando."